Mudar algumas atitudes pode proteger o planeta e o seu bolso

Se a forma de consumo não mudar, em 2030 a população estará consumindo mais do que dois planetas seriam capazes de oferecer


Consumir é mais do que adquirir um produto. O consumo é um longo processo, que envolve desde a produção até o descarte. E quando você percebe isso, começa a se tornar um consumidor consciente.  É o que explica Dalberto Adulis, professor de sustentabilidade e gerente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

“Todo ato de consumo implica impactos ambientais, maiores ou menores. Com o crescimento da demanda de consumo, usamos muito mais do que o meio ambiente pode regenerar. O consumo consciente se dá quando pensamos e fazemos o consumo de forma inteligente, por necessidade. Fazemos a compra do produto certo, com o uso e descarte correto”, diz.

Contudo, ainda são poucas as pessoas que se preocupam com a origem e destino dos produtos que utilizam. E muita gente consome muito mais do que precisa para viver. Segundo o Relatório Planeta Vivo, da organização WWF (sigla para World Wide Fund for Nature, Fundo Mundial para a Natureza), atualmente, a humanidade já consome 50% mais do que a capacidade de renovação do planeta, resultando na diminuição da biodiversidade. Se a forma de consumo não mudar, em 2030 a população estará consumindo mais do que dois planetas seriam capazes de oferecer.

Vilão das finanças

Segundo o advogado e empresário Ronaldo Gotlib, autor do livro “Dívidas? Tô Fora – Um Guia para Sair do Sufoco”, um dos fatores para o consumismo é a falta de educação financeira. “Muitos se deixam seduzir por ofertas e propagandas de produtos, comprando e consumindo sem uma avaliação prévia, seja da necessidade do produto, serviço ou recurso natural, seja de sua própria situação financeira”.

Segundo Gotlib, se consumíssemos os produtos até o final de sua vida útil, evitaríamos o endividamento e inadimplência, assim como tantos outros problemas financeiros do mundo moderno, além de contribuir para a redução do desperdício e do consumismo sem limites.

“É preciso, em primeiro lugar, que o indivíduo tenha consciência de que, para uma vida equilibrada em sociedade, todos devem devotar mais importância ao coletivo do que a seus desejos individuais. A partir desse princípio, ele deve respeitar, também, seus limites financeiros, avaliar suas necessidades particulares de consumo e saber reconhecer o que é uma compra por impulso ou movida baseada na real necessidade de aquisição”, esclarece.

Tags: consumo impacto ambiental sustentabilidade

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