Dia Mundial da Poupança: qual parte da sua renda está ficando para o futuro

Guardar dinheiro é um hábito difícil de medir quando cada valor recebe um nome diferente. A contribuição ao plano, a reserva para imprevistos e o dinheiro destinado a uma meta futura têm funções próprias, mas todos representam uma parte da renda que não foi consumida no mês.

Para calcular sua taxa pessoal de poupança, some os valores destinados ao futuro durante outubro. Inclua contribuições feitas por você ao plano de previdência complementar, depósitos na reserva e quantias separadas para objetivos que não serão pagos agora. Divida o total pela renda líquida recebida no mesmo período e multiplique por cem.

Defina o critério e mantenha-o nos meses seguintes. A contribuição da patrocinadora pode ser acompanhada em uma linha separada, pois amplia o patrimônio, mas não saiu da sua renda líquida. Pagamento de parcela de um bem não deve ser incluído automaticamente como poupança, já que parte pode corresponder a juros ou consumo já realizado.

Não existe um percentual único que sirva a todas as famílias. Renda, moradia, filhos, dívidas e fase de vida alteram a capacidade de guardar. A primeira utilidade da conta é criar uma referência própria. Se o resultado variar, procure a causa antes de classificar o mês como sucesso ou fracasso.

Depois, olhe a distribuição. Uma família pode estar acumulando para a aposentadoria e ainda precisar fortalecer a reserva de curto prazo. Outra pode ter uma reserva suficiente e decidir avaliar um aporte adicional ao plano, conforme o orçamento e as regras aplicáveis. A taxa mostra a quantidade. Os objetivos mostram a função.

Calcule quanto da renda líquida de outubro foi destinado ao futuro e repita a conta em novembro. Dois meses já permitem uma conversa mais concreta do que a sensação de que nunca sobra nada.